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terça-feira, 10 de setembro de 2013

O toque no desconhecido.

Capítulo I - O Barco.

Introdução
Que tal embarcarmos em uma aventura dentro de nossa imaginação ?
Vamos ao mundo do desconhecido.
Libere sua mente e não se prepare, pois você ainda não sabe o que vamos encontrar...




O Barco.

São duas da manhã em algum lugar das águas orientais que refletem o escurecer do dia em torno da terra que cerca a paisagem, você está dentro de um barco que boia tranquilamente nas águas desconhecidas, o vento é forte e você está com frio. Calmamente começa abrir os olhos e percebe que não está confortável, suas mãos tremem, seus pés também, a ausência de calor é tão forte que seus dentes rangem uns nos outros buscando se aquecer, você pega um pedaço de madeira orvalhada que estava perto de seus pés e usa como apoio para se levantar. Suas mãos ávidas por calor ousam se aproximar da extremidade direita do barco que flutua e você observa seu reflexo na água, com o vento alcançando seu corpo você adentra na própria imagem espelhada de seu rosto e começa a perceber que não é mais tão jovem, seus pensamentos começam ligar-se uns nos outros e sua fascinação é grande quando percebe que cresceu. Dentro daquele barco, você tem a sensação que está dentro de sua própria alma, cada gota daquele mar era uma parte de você naquele momento. Então, você fecha os olhos e sente que está perdido na escuridão profunda, o brilho forte da lua cheia que te permitia ver seu reflexo na água, agora é interrompido por uma nuvem grande e forte de chuva; sua visão não alcança mais à luz, não se percebe mais nada.
Dentro da escuridão sua respiração começa a ficar ofegante, os medos que sua mente escondem se transformam e grandes tubarões que percorrem o barco em busca da alimentação, quanto mais medos você relembrava mais tubarões apareciam, você desmaia. 
Cinco horas da manhã em algum lugar das águas orientais que refletem, neste instante, o nascer do sol, você está apoiado em um pedaço de madeira que impede que sua cabeça submerja e você perca a respiração. Quando olha ao redor, você se depara com o nascer do dia, os raios aos poucos vão sendo refletidos pela água para mais e mais perto de você, o calor começa a se misturar com o gelo intenso que a parte do seu corpo que está submergida na água sente.  Você conta do 1 até 10 lentamente, dentro de si você consegue escutar o som das aves que muito cedo começaram a procurar sua caça naquele mar. É chegada a hora de você retornar para casa. Você fecha os olhos, pensa muito forte no que teria acontecido no momento anterior, respira fundo e lentamente, tenta não chorar. Aos poucos, vai se movimentando até a beira da praia, o corpo cansado não quer responder, mas sua força alcança um desejo de sobrevivência inabalável. Você, finalmente, consegue nadar.  A cada braçada uma memória do que aconteceu anteriormente começa a voltar para sua consciência e você já se sente pronto para abandonar as roupas do corpo. Você as remove, agora livre como a natureza segue nadando em busca da beira da praia, sua força é tão alta que parece que cada braçada sua corta a água tal qual o vento corta o céu, a ansiedade dentro do teu corpo é tão grande para eliminar toda aquela energia que sua mente começa a reconfigurar todas as lembranças de sua vida, cada braçada ganha mais e mais intensidade e suas memórias ficam mais e mais claras, você entende onde errou ... Agora, ofegante e quase sem conseguir se sustentar você chega a beira da praia, mas isso é só o começo da sua jornada....

Ser

O "SER" humano é um ser incrível, raiva as vezes é limitada para expressar o sentimento que ele experimenta no presente momento, amor as vezes é incompreensível para a própria espécie.

Esse é o ser das contradições.

VLB